Vivemos num mundo de aparências; já ouvimos isso um milhão de vezes. A classe média sabe bem disso, seus sonhos de consumo, suas dividas, seu raciocínio lento e alienado pela t.v e revistas de pouca ou nenhuma relevância, são provas concretas de um mundo em formato de vitrine onde educação é solução solida para a imagem de bens sucedidos, cultos e finos.
Não há conteúdo na decadente classe media brasileira, nada é preuculpante,nada que não viva entre os muros do condomínio e paredes ornamentadas por estilistas e marcas é realmente importante para essa classe que não constrói qualquer possibilidade de crescimento racional.
Querem conhecer Paris, Roma, NY, Tokyo, Barcelona, mas na maioria das vezes ficam os desejos parados em Porto Seguro.
Não conhecem a periferia, falam mal da periferia, sabem que suas empregadas , seus seguranças, seus assaltantes, guardadores de carro, office-boys, garçons, zeladores, o traficante que vendeu maconha para o filhinho, resumindo a escoria vive lá.
Estudam em colégios razoáveis, aprendem pouco, mas o suficiente para investir numa carreira de razoável sucesso que dará a chance de comprar aquele carro que é um luxo no Brasil, viajar para Bariloche e quem sabe consumir algo na Daslú sem estourar o cartão de credito, e claro não podemos esquecer do ipod e do celular.
Seus sobrenomes indicam um passado não muito chique, descendem de imigrantes fudidos no pais de origem; mas claro é melhor um sobrenome com dois Cs, ou Sh, Z ao invés de s, do que ser um Silva. A isso se soma ao fato de serem racistas,barristas... descriminam os nordestinos e nortistas, como se a Itália, Espanha ou Japão fosse mais perto do que Alagoas, Bahia, Pernambuco...
Esperam a chance de se tornarem imortais ou uma bela lapide num cemitério chique perto de alguma floricultura que tenha flores holandesas.
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